TEC

Teatro Experimental de Cascais

OS GIGANTES DA MONTANHA

de Luigi Pirandello

© Ricardo Rodrigues

TEC Teatro Experimental de Cascais
169ª produção | 2021 

OS GIGANTES DA MONTANHA
de Luigi Pirandello
tradução Luís Miguel Cintra
versão | dramaturgia Graça P. Corrêa

encenação Carlos Avilez 
com Renato Pino e Rodrigo Aleixo
cenografia | figurinos Fernando Alvarez
desenho de luz | selecção musical Rodrigo Aleixo
movimento Cláudia Nóvoa
voz Ana Ester Neves
desenho de som Hugo Neves Reis
direcção de cena Rodrigo Aleixo
direcção de montagem Rui Casares
montagem Nuno Santana
assistência à montagem | operação de luz Jorge Saraiva
costura Luísa Nogueira, Mila Cunha, Pedro Rodrigues, Rosário Balbi
capas pintadas da entrada João Quintão
assistência de figurinos, adereços e maquilhagem Ricardo Reis
estagiários EPAOE-CENFA Martim Rodrigues, Rita Gomes
fotografias de cena | grafismo Ricardo Rodrigues
produção Raul Ribeiro
secretariado Maria Marques
contabilidade Ana Landeiroto
bilheteiro João Fialho
manutenção de guarda-roupa Clarisse Ribeiro

interpretação:

Luiz Rizo, Sérgio Silva, 
Aléxia Pinto, Ana Rita Vanzeller, Beatriz Martins, Benjamim Molder, Bruna Almeida, Carlota Guerreiro, Carolina Basto, Carolina Faria, Carolina Flores, Carolina Loureiro, Daniela Miranda, Filipe Feio, Gonçalo Almeida, Gonçalo Braga, Guiomar Costa Salema, Hugo Narciso, Inês Matos, Iris Cañamero, Lara Faustino, Laura Baptista, Laura Jesus, Leonor Carvalho, Lia Vercesi, Luna Silvestre, Madalena Madruga, Madalena Marques, Manuel Diogo, Marco Teixeira, Margarida Alves, Maria Arrais, Maria Freire, Mariana Cardoso, Mariana Santos, Mariana Pires Vieira, Mariana Valente, Nahawa Joseph, Paulo Chiosa, Pietro Pianetti, Rivania Saraiva, Sara Filipe
finalistas da ESCOLA PROFISSIONAL DE TEATRO DE CASCAIS
e
Ana Falcão, Ana Lia, Catarina Nogueira, Ema Subtil, Henrique Pires, Inês Nunes, Joana Catalão, Joana Cravo, Joana Peyroteo, Manuel Ruiz, Maria Rodrigues, Pedro Guerreiro, Rita Fernandes, Rodrigo Silva, Tomás Vinhas, Vera Macedo
alunos 2º ano da ESCOLA PROFISSIONAL DE TEATRO DE CASCAIS


Nós aqui acreditamos na realidade dos fantasmas: habitantes da terra não-humanos, espíritos da natureza de todos os géneros, que vivem no meio de nós, invisíveis, nos rochedos, nos bosques, no ar, na água, no fogo.
(Cotrone e Hekate, Os Gigantes da Montanha)

Os Gigantes da Montanha é uma fábula sobre o imenso valor da arte num mundo dominado por gigantes que só se preocupam com empreendimentos lucrativos e com o desenvolvimento incessante de máquinas que extraiam da montanha todos os recursos naturais, perseguindo uma lógica economicista que traduz constantemente a vida em cifrões.
Sendo a última peça (inacabada) de Luigi Pirandello, é um testamento acerca da magia da imaginação que preside a toda a verdadeira criação artística. É também uma despedida em que o autor sente a proximidade da morte e decide afirmar a alegria vital e caótica do teatro, a necessidade da paixão e do amor, o mistério do erotismo, a dimensão grotesca e irónica da vida.
A acção começa ao entardecer, quando o que resta de uma companhia delapidada de actores famintos (Cromo, Diamante, Batalha, Spizzi, Sacerdote e Lesma), liderados por uma vedeta delirante (a Condessa) e um mecenas falido (o Conde), chega com a sua carroça a uma mansão perdida num vale, junto a uma montanha. Esta mansão é um lugar fora do mundo, habitado por fantoches e aparições bizarras (Quaqéo, Duccia Doccia, Mara-Mara, Sgricia, Milordino, Maria Madalena, Anjo Centium, Vizinhas) e governado pela magia de Cotrone e de Hekate (na nossa versão), os quais têm o poder de "inventar a verdade" e invocar forças ocultas.
Na estética pirandelliana deste texto o riso é simultaneamente sério e cómico; os constantes jogos de desdobramento meta-teatrais denotam a impossibilidade de distinguir a ilusão da realidade, de encontrar uma dimensão autêntica do 'eu' para além das máscaras que se envergam ou da multiplicidade de 'eus' que existem em cada um de nós. Antecipando o teatro do absurdo, este relativismo pirandelliano vai buscar ao estilo grotesco uma estranha mistura de beleza com crueldade. Aqui e agora, no TEC 2021, evocou-nos tanto as paisagens metafísicas de Shakespeare (em A Tempestade) como as figuras caricatas da commedia dell'arte, e ainda as imagens e mitos populares do cinema de Fellini: é assim a arte. Esta é uma homenagem à imortalidade do teatro.

Graça P. Corrêa
Julho 2021

M/12 anos
duração: 90 minutos sem intervalo

agradecimentos 
Sociedade Musical de Cascais
Arq. Isabel Alvarenga - Fundação D. Luís I 
e a todos os funcionários da Câmara Municipal de Cascais que colaboraram na realização deste espectáculo 


28 JUL. a 8 AGO.
todos os dias | sessões 18h00

excepto
3, 5 e 7 AGO.
sessões 17h00 e 21h00

ESTUFA Parque Marechal Carmona
Avenida Rei Humberto II de Itália

entrada pelo portão principal do Parque


BILHETEIRA

informações e reservas: 968 780 966

horário de bilheteira:
A bilheteira está a funcionar no Parque junto à Estufa até ao dia 8 de Agosto, das 15h00 às 19h00 (todos os dias).


preços

normal

10,00€

desconto estudantes de artes

5,00€